Uma camada comum para as oportunidades de internacionalização geradas pela rede diplomática brasileira.
Protótipo funcional de plataforma que reúne, num único ponto, as oportunidades internacionais criadas pelos postos do Itamaraty e o cadastro das startups brasileiras interessadas nelas — para otimizar esforço, eliminar retrabalho e ampliar o alcance e a visibilidade das oportunidades e do próprio Programa de Diplomacia da Inovação (PDI).
Important
Iniciativa exploratória, sem caráter oficial. Este repositório é uma demonstração técnica submetida à apreciação da DCTEC/MRE para eventual consideração de implementação futura. Não representa posição oficial do Ministério das Relações Exteriores, não utiliza identidade visual, brasão ou logotipos oficiais, e todos os dados exibidos são fictícios, criados apenas para ilustrar os fluxos de uso.
O Programa de Diplomacia da Inovação (PDI), lançado pelo Itamaraty em 2017, mobiliza a rede de Setores de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTECs) — presente em cerca de 60 postos — para promover a imagem do Brasil como nação inovadora, articular conexões entre ecossistemas e apoiar a internacionalização de empresas brasileiras. É uma capilaridade externa que praticamente nenhum outro instrumento de política pública brasileira possui.
O gargalo não está na geração de oportunidades, e sim na infraestrutura de informação que as sustenta. Hoje, cada missão, edital ou chamada tende a existir como um evento isolado:
- A oportunidade nasce e morre num PDF. Editais e chamadas são publicados em páginas de embaixadas, redes sociais de parceiros e listas de e-mail. Quem não estava no lugar certo no momento certo não fica sabendo. Encerrado o prazo, o conteúdo se torna inacessível e o aprendizado não se acumula.
- Cada posto recomeça do zero. Para montar uma missão, o posto precisa descobrir quais startups brasileiras atuam no setor pertinente, quais têm produto pronto, equipe com inglês e interesse naquele mercado. Esse mapeamento é refeito integralmente na missão seguinte — e, em paralelo, por outro posto do outro lado do mundo.
- A startup preenche o mesmo formulário indefinidamente. Cada processo seletivo exige novamente estágio, faturamento, setor, tecnologia, mercados de interesse e maturidade internacional. A empresa reescreve seu próprio perfil a cada edital.
- O esforço não se converte em dado. Como as informações ficam dispersas entre formulários, planilhas e caixas de entrada, é custoso responder a perguntas básicas de gestão: quantas empresas brasileiras de agritech buscam a Índia? Quais setores mais demandam determinado mercado? Que startups já foram apoiadas e o que aconteceu depois?
O resultado é um programa de alcance comprovado cuja capacidade de execução fica limitada pelo trabalho manual de reunir informação que já existe, mas está espalhada.
Uma base de dados pública e bilíngue (português/inglês) com três papéis de uso, funcionando como camada compartilhada entre os postos e o ecossistema brasileiro de inovação:
| Papel | O que faz na plataforma |
|---|---|
| Startup brasileira | Mantém um perfil público estruturado, declarando mercados-alvo, objetivos de internacionalização e prontidão internacional. Preenche uma vez; candidata-se quantas vezes quiser. |
| Posto / SECTEC / parceiro institucional | Publica oportunidades em formato padronizado, consulta o diretório por setor, mercado e estágio, e organiza listas de empresas qualificadas. |
| Administração (DCTEC) | Acompanha engajamento, verificação de perfis e ciclo de vida dos cadastros, com visão agregada da demanda por mercado e setor. |
O princípio de organização não é "o que esta empresa faz", mas "para onde esta empresa quer ir e do que precisa para chegar lá" — que é exatamente a informação de que um posto precisa para agir.
1. Otimizar esforço. O trabalho de estruturar informação sobre o ecossistema brasileiro passa a ser feito uma vez e reaproveitado por toda a rede. Um posto que prepara uma missão parte de um diretório já filtrável por setor, mercado-alvo, estágio e experiência internacional, em vez de iniciar um levantamento próprio. O tempo do SECTEC se desloca da coleta de dados para a articulação diplomática — que é o trabalho que só ele pode fazer.
2. Eliminar retrabalho. A startup descreve seu perfil uma única vez e o mantém atualizado; cada nova oportunidade reutiliza esse cadastro em vez de exigir um formulário inédito. Do lado institucional, o mapeamento de empresas deixa de ser refeito a cada edital e por cada posto isoladamente. O histórico de interesses e participações permanece registrado, de modo que a informação gerada por uma missão beneficie as seguintes.
3. Ampliar alcance. Uma oportunidade publicada fica acessível a todo o ecossistema nacional, e não apenas a quem já orbita aquele posto ou acompanha aquela rede social. Isso amplia e diversifica o conjunto de candidatas — geograficamente, para além do eixo Rio–São Paulo, e setorialmente — melhorando a qualidade da seleção sem exigir esforço adicional de divulgação de quem publicou.
4. Ampliar visibilidade — das oportunidades e do PDI. Hoje o resultado agregado do Programa se torna visível principalmente por meio de relatórios periódicos. Com as oportunidades e o engajamento registrados de forma estruturada, o alcance do PDI passa a ser demonstrável de forma contínua: quantas oportunidades ativas, em quais países, com que demanda por setor e que empresas mobilizadas. Isso serve tanto à comunicação do Programa quanto à sua gestão e à prestação de contas, além de dar ao PDI um endereço público permanente — em vez de uma presença fragmentada entre dezenas de páginas.
Capturas geradas automaticamente a partir do build de produção (npm run screenshots), na versão em português. Todos os dados são fictícios.
Descoberta imediata: busca unificada, oportunidades e cadastros recentes já visíveis, sem necessidade de navegação prévia.
Oportunidades publicadas pelos postos e parceiros, filtráveis por país, setor, tipo (missão empresarial, edital, entrada em mercado, P&D, compras públicas, soft landing, entre outros), prazo e formato.
Formato padronizado: elegibilidade, o que o parceiro busca, o que as startups recebem, prazo, instituição organizadora e startups compatíveis.
O diretório que hoje cada posto reconstrói manualmente: busca e filtros por setor, país-alvo, objetivo, estágio, localização, tecnologia e experiência internacional.
Organizado pela pergunta que interessa ao posto: para onde a empresa quer ir e do que precisa.
Cinco etapas, incluindo seleção de mercados-alvo entre todos os países e uma etapa de prontidão internacional (exportação, certificações, idiomas).
Visão de demanda pelo mercado sob responsabilidade do posto, startups recomendadas e interesses recebidos.
Um diretório só é útil se for confiável. A administração acompanha atividade e classifica os perfis (ativo até 89 dias sem atividade, atenção entre 90 e 179, inativo a partir de 180), evitando que a base envelheça silenciosamente.
Demais telas — publicação de oportunidade, perfil de parceiro, painel da startup, páginas institucionais, acesso e versão móvel
Publicação de oportunidade pelo posto, com orientação editorial para que o anúncio traga o que a startup precisa para decidir:
Perfil institucional do parceiro, com selo de verificação e oportunidades ativas:
Painel da startup, com completude de perfil e oportunidades compatíveis:
Demais etapas do cadastro — objetivos de internacionalização e prontidão internacional:
Páginas institucionais para cada público:
Cadastro e acesso, com distinção entre startup e posto/parceiro:
Versão móvel — a interface é responsiva em todas as telas:
Interface de produto completa e navegável, com dados de demonstração:
- Descoberta pública — página inicial com busca unificada, mapa-múndi interativo (Brasil conectado a mercados), oportunidades e cadastros recentes, e ranking de engajamento.
- Diretório de startups — busca textual, sete filtros combináveis e ordenação.
- Perfis de startup — internacionalização, experiência, tecnologias, oportunidades compatíveis e pedido de contato.
- Diretório e detalhe de oportunidades — seis filtros, contagem de prazo, elegibilidade, benefícios e compatibilidade.
- Perfis de parceiro institucional — instituição verificada, áreas de foco e oportunidades ativas.
- Cadastro da startup em cinco etapas — incluindo mercados-alvo entre todos os países e prontidão internacional.
- Áreas de trabalho — painel da startup, painel do posto/parceiro e formulário de publicação de oportunidade.
- Administração — atividade, política de inatividade, arquivamento e histórico por empresa.
- Bilíngue por definição — português e inglês em toda a interface, com preferência persistida. Essencial: o público não é apenas brasileiro, mas também o interlocutor estrangeiro que o posto quer alcançar.
- Responsivo — do desktop ao celular.
Modelo de dados relacional compatível com PostgreSQL documentado em database/schema.sql: usuários e papéis, startups e taxonomias (setores, países, objetivos, tecnologias), parceiros, oportunidades, manifestações de interesse, listas, salvos, eventos de atividade e índices de busca textual.
Este é um protótipo de interface, não um sistema em operação. Os fluxos são navegáveis de ponta a ponta, mas:
- os dados são fictícios (30 startups, 10 setores, 15 mercados, 10 oportunidades, 5 parceiros) e vivem em
src/lib/data.ts; - o modelo relacional está documentado, mas não há banco de dados conectado;
- os formulários de cadastro e acesso existem na interface, mas não há autenticação real — em produção seria necessário um provedor de identidade, com atenção especial à distinção entre contas de posto (institucionais) e de empresa;
- não há integração com sistemas do MRE, editais reais ou bases externas.
Um caminho de implementação plausível seria: (1) validar o modelo de informação com um SECTEC e um grupo pequeno de startups; (2) conectar banco de dados e autenticação, publicando como piloto restrito a um ou dois postos; (3) abrir o cadastro ao ecossistema e incorporar as oportunidades do ciclo anual do PDI; (4) expor dados agregados — coerente, aliás, com a inclusão do PDI na Política de Dados Abertos do Ministério.
Requisitos: Node.js 20 ou superior.
npm install
npm run devAcesse http://localhost:3000.
| Comando | Descrição |
|---|---|
npm run dev |
Servidor de desenvolvimento |
npm run build |
Build de produção |
npm start |
Servidor de produção (após o build) |
npm run lint |
Verificação estática |
npm run screenshots |
Regenera as capturas de docs/screenshots (requer o servidor em execução e Google Chrome instalado) |
| Rota | Tela |
|---|---|
/ |
Página inicial |
/startups · /startups/[slug] |
Diretório e perfis de startups |
/opportunities · /opportunities/[slug] |
Diretório e detalhe de oportunidades |
/partners/[slug] |
Perfil de parceiro institucional |
/for-startups · /for-partners |
Páginas institucionais por público |
/join · /sign-in · /onboarding |
Cadastro, acesso e perfil da startup |
/startup/dashboard |
Área da startup |
/partner/dashboard · /partner/opportunities/new |
Área do posto/parceiro |
/admin |
Administração |
Next.js 16 (App Router) · React 19 · TypeScript · CSS próprio · d3-geo e TopoJSON para o mapa-múndi · Playwright para as capturas de tela. Sem dependências proprietárias e sem custo de licenciamento.
src/app/ layout, estilos globais e rota catch-all
src/components/ interface do produto e camada de i18n
src/lib/ dados de demonstração e lista de países
database/schema.sql modelo relacional para PostgreSQL
docs/screenshots/ capturas das telas
scripts/ geração automatizada das capturas
A paleta remete discretamente às cores institucionais brasileiras, mas o protótipo não utiliza brasão, bandeira estilizada ou qualquer logotipo oficial, e exibe a marcação "piloto" na interface. A adoção de identidade oficial dependeria de autorização expressa do Ministério.
Taciano Zimmermann — @tacianoz
Contribuições, críticas ao modelo de informação e sugestões são bem-vindas via issues.



















